terça-feira, 4 de setembro de 2012

XUXA e o Eterno Fuscão Preto ...

O que a eterna rainha dos baixinhos,  à  apresentadora  Xuxa,  tem  haver  com   nosso   amado Fusquinha ???

Antes de virar apresentadora infantil do programa “Clube da Criança”, em 1983, na TV Manchete, Xuxa trabalhou como atriz em alguns filmes. 
Dai  resolvemos relembrar a atuação da eterna “rainha dos baixinhos” no filme “Fuscão Preto”.

FuscaoPreto
A história é inspirada na música, mas não fala de uma traição e sim da paixão de um carro por Diana, que é a personagem da Xuxa.
Filha de um fazendeiro, Diana está com casamento marcado com Marcelo, mas se apaixona pelo cowboy forasteiro Lima, interpretado por Almir Rogério. No meio desse triângulo amoroso, surge o “Fuscão Preto”, que sempre persegue Diana e assusta a cidade do interior, porque ninguém sabe quem é o misterioso motorista.
O filme foi gravado no final de 1982 e lançado em 1983, aproveitando o sucesso da música.
Dê uma olhada na cena em que o nosso fusca  se apaixona por Xuxa :



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A História do Fusca p/ contar ao seu filho ! Fusca ou Pokemon ?


Fusca: o carro que é um pokémon!

Todo mundo conhece o Fusca, né? Ele é um carrinho antigo, o primeiro feito pela Volkswagen - uma empresa fabricante de carros -, já foi o mais vendido do mundo e evoluiu tantas vezes que até parece um pokémon!

Como ontem, que foi o Dia Nacional do Fusca, a Volkswagen comemorou os 50 anos de existência do simpático carrinho no Brasil, resolvemos contar um pouco mais sobre a sua história - comparando o fusquinha com os famosos pokémons.
O Fusca nasceu na Alemanha na década de 1930 com a proposta de ser um carro popular e econômico. Foi projetado por um cara chamadoFerdinand Porsche - que, depois de algum tempo, montou uma fábrica de carros que ficaram conhecidos como Porsches.

Assim como os pokémons que, quando evoluem, ganham novos poderes além daqueles que já tinham desde o começo, o Fusca também evoluiu várias vezes, ganhando novos detalhes e funcionalidades.
Aliás, ele foi modificado cerca de 2000 vezes por mais de 60 anos, evoluindo muito mais do que qualquer pokémon (se você não conhece os pokémons, saiba que cada um só evolui 3 vezes)! Mas mesmo assim o Fusca nunca deixou de ser um carro pequeno e simpático, com sua carroceria sempre arredondada.

Para você ter uma ideia o primeiro modelo, de 1936, não tinha quebra-vento, para-choque e nem vidro traseiro! E para tornar as coisas mais engraçadassuas portas abriam ao contrário - já pensou?

Mas ele evoluiu, ganhou muuuuuitos acessório e foi ficando cada vez mais charmoso - mas tudo mantendo seu principal diferencial, que é ter o motor na parte de trás e o porta-malas na frente.
Com o passar das décadas o fusquinha foi ganhando mais evoluções, como o modelo com teto solar - aquele quadradinho que abre no teto - e também o modelo conversível - aquele que fica sem teto nenhum.

No Brasil ele só chegou na década de 1950 e logo se tornou um dos nossos carros preferidos. Até hoje é fácil encontrar Fuscas circulando pelas cidades - no interior, por exemplo, os moradores da roçaapelidaram ele de "jipe", devido a sua capacidade de encarar as piores estradas de terra.

Em 1978 a Volkswagen da Alemanha parou de fabricar o Fusca. Mas no Brasil ele continuou evoluindo, ganhando lanternas maiores e bancos reclináveis, entre outras mudanças. Acontece que em 1986 ele também deixa de ser fabricado por aqui.
O Fusca teve um breve retorno em 1993, a pedido do presidente da época, Itamar Franco. Nesse momento ele voltou com mais inovações nas suas peças - sempre evoluindo! -, mas sem mudar sua aparência de muitos anos. Só que três anos depois ele deixou novamente de ser fabricado no Brasil.

Você sabia que o único país que continua produzindo o Fusca é o México? E que em Portugal ele é conhecido como Carocha e nos Estados Unidos chamam ele de Beetle (que significa "besouro")?

A última evolução do Fusca chama-se New Beetle.Ele continua pequeno e arredondado, mas sua aparência foi totalmente modernizada.

Se compararmos o primeiro Fusca com o New Beetle, a evolução é tão grande quanto a dopokémon Magikarp e sua última evolução, o Gyarados:
Fusca mais famoso que existe chama-se Herbie e ele foi um astro de cinema dos estúdios Disney da década de 1960. E Herbie não é qualquer Fusca, ele participa de corridas de velocidade e é muito esperto. Só falta falar! 

Último Segundinho

seria legal pegá-lo e ser seu treinador?
T

sábado, 1 de setembro de 2012

A impressionante viajem da Brasilia 1978 !!!


'Parei em mais de 50 comandos', diz


 

  

dono de Brasília que viajou 





11 mil km



Viagem com carro de 1978, batizado de 'Velhoster', terminou em Araraquara.
Aventureiro percorreu seis países da América do Sul com o veículo antigo.

Felipe TurioniDo G1 São Carlos e Araraquara
9 comentários
O aventureiro no Salar de Yuni, na Bolívia (Foto: Arquivo Pessoal)O aventureiro e seu 'Velhoster' no Salar de Yuni, na
Bolívia (Foto: Arquivo Pessoal)
Após 31 dias e 11,5 mil quilômetros rodados em seis países com uma Brasília 1978, o agente de viagens Ney Mello Júnior, de 31 anos, retornou ao seu ponto de partida, em Araraquara (SP). “Parei em mais de 50 comandos policiais. Eles vinham conversar para saber o que eu estava fazendo, sem deixar de fazer piadas”, relata o aventureiro que sabe dos riscos que corria a com o carro de mais de 30 anos pelas estradas.
Na bagagem, além das roupas reforçadas para o frio que enfrentou, kits de alimentos e uma bicicleta, o araraquarense trouxe experiências acumuladas durante os dias de viagem pelo Brasil, Bolívia, Peru, Chile, Argentina e Paraguai, lugares onde chamou atenção com seu carro, apelidado de "Velhoster".

"Nós éramos atração por onde passávamos, todo mundo via e se aproximava para conversar”, relembra Júnior em entrevista ao G1. Na cidade de Potossí, na Bolívia, chegou a ser seguido por um morador que tinha um carro idêntico ao dele. “Ele viu a Brasília na estrada, pegou a moto e foi atrás de mim porque queria conversar, depois fomos à casa da namorada dele, me mostrou o carro e tiramos fotos das duas”, conta. “Ainda me disse que quer fazer o mesmo em breve, dou todo apoio”, diz Mello Júnior.
Segundo o araraquarense, até mesmo os policiais que faziam fiscalização dos carros o paravam porque ficaram curiosos, afinal, o carro era bem antigo para tantas pistas sinuosas. “A estrada era bem pior do que eu imaginava e em muitos momentos pensei que o carro fosse quebrar, mas ela é resistente” comemora. Por isso, o apelido "Velhoster" dado ao carro, uma brincadeira com sua Brasília e o potente carro sul-coreano.
Mecânica
Durante todo o percurso, a 'companheira' de viagem apresentou problema em apenas três situações, que acabaram proporcionando bons momentos ao aventureiro. “Depois da subida na Cordilheira dos Andes o carro esquentou e a bomba de combustível quebrou. O incrível é que o carro só parou quando eu cheguei em uma rua na frente da casa de um senhor, que curiosamente se chamava Angel [anjo, em inglês], que me levou no mecânico e me ajudou muito em Arequipa”, celebra o araraquarense.
Pela estrada peruana, uma das mais íngremes por onde passou na viagem, Júnior saiu dos 100 metros de altitude aos 2,4 mil metros em duas horas. A chegada foi no dia do aniversário de 472 anos da cidade no Peru. “Tinha muitas festas e apresentações em diversos lugares e teatros, e com o carro quebrado pude conhecer outra Arequipa”, justifica.
Um das estradas por onde o agente de viagens encontrou desafios para a passagem (Foto: Arquivo Pessoal)Um das estradas por onde o agente de viagens encontrou desafios para a passagem (Foto: Arquivo Pessoal)
Apesar dessa experiência positiva, o araraquarense ficou preocupado quando se perdeu em uma pista entre Santa Cruz de la Sierra e Sucre, na Bolívia. “A estrada era bem pior do que eu imaginava e tive que rodar em primeira marcha a 30 quilômetros por hora durante um dia inteiro para chegar a lugar nenhum e perceber que estava perdido”, lembra. Ele acabou indo para o vilarejo de Pojo. “Não estava na rota, mas valeu à pena, conheci gente muito receptiva, que me ajudou a resolver um problema no freio”, explica.

Além desses dois casos, o cabo de embreagem da Brasília quebrou em Aiquile, também na Bolívia. Todos os problemas mecânicos foram considerados pequenos pelo aventureiro. “Ela é minha queridinha e se comportou muito bem durante a viagem”, comemora.
Estrada da morte foi um dos percursos mais temidos pelo viajante de Araraquara, SP (Foto: Arquivo Pessoal)Estrada da morte foi um dos percursos mais temidos pelo viajante de Araraquara, SP (Foto: Arquivo Pessoal)
Estrada da Morte
A passagem pela Estrada da Morte, uma das mais temidas na rota montada com antecedência, foi um dos momentos mais inesquecíveis para Júnior. A descida de La Paz a Coroíco foi feita com a bicicleta que Júnior levou no bagageiro do carro. “Subimos de van por uma estrada paralela e descemos sob duas rodas e foi inesquecível pelas paisagens”, afirma.

Durante a descida, a velocidade da bicicleta chegou aos 70 quilômetros por hora, segundo ele. “Em uma curva, quando reduzi a velocidade, os pneus derreteram e perdi praticamente as duas rodas”, comenta.
Júnior com crianças bolivianas, no início da viagem (Foto: Arquivo Pessoal)Júnior com crianças bolivianas, no início da viagem
(Foto: Arquivo Pessoal)
Desânimo
Além dessa experiência e das outras vividas na Bolívia, o agente de viagens conta que não se esquece da primeira impressão que teve quando chegou ao país que o fez pensar em desistir da viagem em alguns momentos. “A situação social da Bolívia é muito pior que a nossa e me deu desânimo em ver aquelas cidades tão sujas”, lamenta.
Contribuiu para seu abatimento, logo nos primeiros dias de viagem, o fato de ter perdido sua carteira de habilitação. “Cheguei na fronteira e na hora de apresentar os documentos não tinha a CNH, mas tinha uma autorização internacional que me permitiu passar”, explica. O documento foi encontrado logo depois. Tinha caído entre os bancos do carro.
Impressões
Dos outros países por onde Júnior passou, a Argentina também chamou sua atenção. “Os argentinos me surpreenderam e fui muito bem recebido, coisa que não imaginei que aconteceria, é um pessoal simpático, apesar da fama”, comenta.

Entre as paisagens, destaca o Salar de Yuni, considerado o maior deserto de sal do mundo, o Deserto do Atacama, Machu Pichu e as linhas de Nazca. “É um dos enigmas da natureza e é impressionante de se ver.” A atração turística, um conjunto de figuras, foi visualizada de um monomotor.

Das comidas que experimentou, o viajante diz que enjoou das tradições bolivianas e gostou da carne de lhama, servida no Peru. “Na Bolívia, eles comem muito arroz e frango e gostam de misturar tudo com ketchup e maionese, não é gostoso. Mas no Peru, a carne de lhama é muito saborosa”, relembra.
O diário da viagem feita por ele está na internet, em um blog que foi atualizado durante o percurso.

Próximos desafios
Segundo Júnior, o próximo desafio com a Brasília será uma espécie de rally. “Quero juntar carros antigos para fazermos rotas e viagens juntos”, diz. Sobre repetir o trajeto, o aventureiro diz que quer passar por uma nova experiência, mas com mais tempo. “Preciso de pelo menos um ano em cada país para aproveitar tudo o que têm a oferecer”.