quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Parabéns a Kombi !!!!!! 55 anos !!!!


Kombi celebra 55 anos de produção no Brasil neste domingo; relembre a história


Feita na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) desde 1957 (foi o primeiro modelo da marca fabricado no país), a Kombi também ostenta a marca de carro com o maior tempo de produção na história da indústria automotiva mundial.
Desde o lançamento da versão nacional (a van foi importada para o Brasil durante 6 anos), a Kombi teve 1.530.013 unidades produzidas, 1.422.876 vendidas (dados de julho de 2012) e sempre foi a líder do seu segmento -- só neste ano foram 14.905 carros vendidos.
Atualmente o motor utilizado pela Kombi é um 1.4, flex, refrigerado a água, que rende 80 cv e 12,7 kgfm de torque com etanol e 78 cv e 12,5 kgfm com gasolina. Equipada com câmbio manual de quatro marchas e rodas de 14 polegadas (185/80 R14), sua velocidade máxima é de 130 km/h. A carga útil é de exatos 1.000 kg.
 
A KOMBI NÃO VAI ACABAR
  • Bulli, o carro da foto acima, será o futuro da Kombi. A informação foi confirmada com exclusividade por UOL Carros com o próprio criador do conceito, o italiano Walter de Silva, chefe de design do Grupo VW e também responsável pelo visual de Audi, Bugatti, Lamborghini, Seat e Bentley.

    "Nosso comprador precisa de produtos simpáticos, pois ele não pensa apenas no lado funcional do carro. O novo Beetle Cabriolet chega no final de 2012 e o Bulli também está vindo", disse.

    Bulli surgiu pela primeira vez em março de 2011, como conceito, durante o Salão de Genebra, e depois apareceu outra vez em setembro, no Salão de Frankfurt. A Volkswagen do Brasil (único país do mundo que ainda fabrica a Kombi atual) não repassa qualquer informação adicional sobre a nova Kombi de modo oficial, mas por mais de uma vez funcionários da marca deixaram escapar que ela deve contar com novidades em breve.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Fusca: dos clássicos aos inusitados


Rubens Mendes
O 1° Encontro de Fuscas em Alphaville reuniu 200 expositores dos mais diferentes tipos
Quem acordaria cedo em uma manhã de domingo com 8ºC? Apaixonados por Fusca, claro. E a cidade de Barueri, em São Paulo, estava repleta deles neste final de semana. Lá aconteceu o 1º Encontro Nacional deFuscas, organizado pelo Alpha Classic, clube que conta com mais de 40 sócios. Autoesporte foi lá para garimpar histórias, designs e inovações entre os mais de 200 expositores e 500 participantes.
Logo na abertura, por volta das 9h, chamava atenção uma mulher que limpava seu Fusca com a ajuda dos dois filhos. Silvania Alencar se viu obrigada a mudar de carro quando passou por uma crise financeira. Sem muitas opções, escolheu o Fusca 1972 bege oferecido por um amigo. Nos primeiros momentos, os filhos Rebeca e Daniel não queriam que a mãe nem os levassem para escola, com receio de “preconceito” dos amigos. Mas juntos descobriram a paixão pelo carro que mesmo com 39 anos de uso, nunca os deixou na mão. “Hoje fazemos parte do Jandira clube e levamos nosso companheiro do dia a dia, a todas as exposições na região”, conta Silvania.
Rubens Mendes
Silvania Alencar levou seu companheiro do dia a dia
Quem também passou por uma crise financeira ao ver sua empresa falir foi o dono de uma barraca de miniaturas. Marcelo Paúra foi obrigado a vender a coleção de carrinhos Hot Wheels que seu filho tinha, mas encontrou no Fusca sua nova fonte de alegria e renda. Depois de faturar com os carrinhos do filho e sair do sufoco, encontrou um importador e hoje vive de vender miniaturas de fuscas e outros carros em encontros. “75% da minha clientela é formada por homens com mais de 40 anos, e tenho fiéis colecionadores com mais de 3.000 carros”, conta o comerciante.
Rubens Mendes
As miniaturas mais vendidas nos encontros são as de Fuscas e em 2° lugar do Camaro
Rafael Feito é outro dono de um lindo Fusca. Seu modelo é todo preto com detalhe vermelho, rebaixado e totalmente reestilizado por dentro. Há três anos ele tem o Fusca 1969 por puro hobby, além de outro que não levou à exposição. “Com motor alterado de 1.300 para 1.600 o Fusca ficou beberrão, faz 8 km por litro”.
Rubens Mendes
Todo reestilizado por dentro, o Fusca 1969 de Rafael foi sensação
Tem até quem goste muito de Fusca, mas não quer sair de casa. Mario Filiagi, de 62 anos, pede para seu empregado Paulo Roberto Lopes levar seu modelo “sem teto” para os encontros. Todo vermelho e brilhando de tão limpo, o clássico faz sucesso entre as crianças. E, segundo Paulo, foi por esse motivo que seu patrão comprou a carcaça do Fusca e resolveu montá-lo: para levar a neta pra passear. Só que agora a neta enjoou e quem se diverte com o visual diferente somos nós.
Rubens Mendes
 Minha primeira experiência de dirigir com o volante no lado direito
Do lado direito
Andar em um carro com volante no lado direito não é comum. E eu fiquei curiosíssima para saber como seria quando encontrei o Dr. Reinaldo Abraão e seu Fusca 1965. Não perdi a chance de descobrir como é dirigir em mão inglesa pelas ruas de Barueri! A experiência de manobrar e trocar de marcha com a mão esquerda é nova, mas não difícil. Para brincar com as pessoas, Abraão acenava pela janela esquerda. “Sai da frente, está sem volante!”, gritava, arrancado risadas de todos os que viam.
Rubens Mendes
"Saí da frente, está sem volante!"
O carro foi adquirido em um leilão, só para convidados, na embaixada da África no Brasil. Ele veio por engano ao país na fuga de um integrante da embaixada brasileira. Com a documentação toda regular, só não pode passar por alterações. Pergunto ao dono se ele venderia. A resposta? “Só por uma boa causa”. Quando um deficiente quis comprar o carro por encontrar melhor mobilidade no volante do lado direito, o Sr. Reinaldo só vendeu com a condição que o carro voltasse pra ele quando não fosse mais útil. E assim foi feito.
Rubens Mendes
Os Corvos Mc com a Moto-Fusca e na direita o Fusca-Táxi
Quando me sinto satisfeita com tantas histórias que ouvi, olho para um “fuzuê” e vejo uma Moto-Fusca. Isso mesmo, a parte de trás de um Fusca 1978 acoplado a uma moto. A inovação é do 1° Motoclube da Zona Oeste de São Paulo, com 19 anos de existência. Seu fundador, Cigano, conta que além do Fusca cortado também tem um Chevete.
"O mais é menos"
Essa é a frase usada para descrever o Fusca 1969 de Joaquim Pinto Nunes. Todo original, impressiona pelo estado em que se encontra. Não é a toa que sr. Joaquim tenha ganhado o prêmio do melhor Fusca da amostra. Quando seu sogro morreu, o carro ficou debaixo de uma lona por anos, até ele resolver cuidar da relíquia. De tão bem cuidado, o modelo ainda tem cheiro de Fusca novo. O dono diz que já ofereceram R$ 25 mil pelo Fusca, mas ele se recusa a vender. “Se o cachorro fizer 'xixi' no meu carro 2011 que tenho na garagem, eu não ligo. Mas brigo feio se for no Fuscão”, brinca.
Rubens Mendes
Sr. Joaquim, o vencedor do encontro com seu Fusca 100% original
Bem ao fundo da exposição, outro Fusca chamava a atenção de todos. Tratava-se do primeiro carro de Roberto Taraborelli, de 21 anos. O estudante de engenharia mecânica ganhou de seu pai, para cuidar. Mas quem olha tem a impressão de que ele não está obedecendo: o carro está todo enferrujado. Na verdade, o Fusca está em perfeito estado na parte mecânica e elétrica, tanto que o estudante mora em Bauru e andou 400 km para chegar ao encontro. “Eu gosto do carro desse jeito”. Quando pergunto se já teve problemas quando o assunto é meninas ele responde sorrindo: “Não!"

Quem vê carroceria, não vê motor! Roberto Taraborelli jura que seu Fusca ainda roda bem

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Camaro Amarelo ??? vamu de Fuscão Preto !!!


Hoje em dia, você pode ficar "doce igual caramelo", tirando onda de Camaro Amarelo. Pode deixar a "mulherada louca" porque não anda mais a pé e ainda canta "Vem ni mim Dodge RAM". Você pode até "esnobar", dizendo: "agora é mole, nunca me deu moral agora quer andar de Evoque".

Mas bem antes de Munhoz e MarianoIsrael NovaesLeo Rodriguez e muitos outros artistas pegarem carona no sucesso dos carros e transformá-los em hits musicais, um cantor da década de 70 colocou um dos modelos mais populares na boca do povo. Nestor de Medeiros, que você deve conhecer como Almir Rogério, gravou "Fuscão Preto" e no início dos anos 80 imortalizou o popular VW. O paulista de Tuiuti, hoje com 60 anos, ainda faz shows Brasil afora, sempre anunciado como o "Almir Rogério do Fuscão Preto". "É comum que façam sorteios do carro durante os bailões em que canto. Em novembro passado, mesmo, isso aconteceu em Fortaleza", diz.

Almir Rogério já havia trabalhado como engraxate e office-boy quando começou a carreira de cantor. Ele estava em Brasília, divulgando o novo disco e a música "Bailarina", quando ouviu em uma rádio local "Fuscão pretovocê é feito de aço, fez o meu peito em pedaço...", interpretada por Giovani e Mariel. Ele, então, arrumou uma fita cassete com a gravação e trouxe para São Paulo. Descobriu que a composição era de Jeca Mineiro e Atílio Versutti e que o intérprete Mariel havia presenciado a cena de traição que a música descreve.
Reprodução Internet
LP de Almir Rogério traz o Fuscão Preto na capa; ao lado, o cartaz do filme lançado em 1982
Sim, "Fuscão Preto" é inspirada em fatos reais. "A história é verídica e aconteceu em Serra Negra, em São Paulo. Dois pintores trabalhavam na fachada de um banco quando viram a mulher de um amigo entrar no 'Fuscapreto' com placa de uma cidade vizinha. Daí surgiu a canção", fala Almir Rogério. O sucesso foi imediato e Almir se viu obrigado a comprar vários Fuscas para cumprir compromissos. "A primeira aparição em um programa de TV foi no Bozo! Muito engraçado... E tive de comprar um Fusca às pressas. Não achei um preto, então, comprei um azul e mandei pintar", lembra. "Fuscão Preto" ficou tão famosa que virou filme com a participação da Xuxa e tudo, em 1982!

Almir fala que evitava rodar de Fusca pelas ruas, pois não gostava de chamar atenção. Mas lembra que viveu muitos fatos curiosos com o carro. Um deles durante uma apresentação. "Não me lembro em que cidade foi. Mas era um campo de futebol. Fizeram uma rampa de acesso que deixava o Fusca a quase 4 metro de altura. Eu ficava com a banda em um outro palco, paralelo. Estava cantando quando, de repente, vi a platéia levantar e fazer um 'ah'... Quando olhei, o Fusca tinha caído de bico no chão! Lamentável, mas aconteceu", recorda.

Homem é homem, menino é menino, Fusca é "Black People Car"
   Divulgação
Fusca já foi "Falcãomóvel" em duas ocasiões; e Falcão ainda gravou a versão em inglês de "Fuscão Preto"
Uma década depois do sucesso de "Fuscão Preto", o cearenseMarcondes Falcão Maia lançava seu primeiro disco: "Bonito, lindo e joiado". Entre as faixas, estava uma que ficaria imortalizada "I'm not dog no", versão inglesa de "Eu não sou cachorro, não", gravada por Waldick Soriano. Quando Falcão preparava o segundo trabalho, foi incentivado a repetir a fórmula e escolheu "Fuscão Preto", sem pestanejar. "Era uma música popular, pra cima, todo mundo cantava", diz. "A dificuldade foi traduzir 'Fuscão' inicialmente para o inglês. Achei apenas VW. Aí, vi queVolkswagen é 'carro do povo' , em alemão. Então, 'Fuscão preto' virou 'Black People Car'", explica.

Ao longo de seus 55 anos, Falcão teve dois Fusquinhas. "O primeiro 'Falcãomóvel' era um Fusca 71 amarelo cor de jumento", conta. O carro ficou famoso na faculdade de arquitetura cursada pelo artista. "Com a falta de grana do universitário, ele começou a se deteriorar de um jeito... Caiu o fundo, o assoalho, e tive de colocar umas madeiras para prender os bancos. Parecia o carro dos Flintstones!", recorda. Mas o besouro resistiu bravamente até o fim da graduação.

Depois de formado, ele partiu para "Falcãomóvel 2", que também era umFusca. "Quando lancei 'I'm not dog no' consegui pegar um 64. Era mais velho, mas estava mais conservado, todo original, com aqueles faróis pequeninhos, os retrovisores cromados", conta empolgado. Mas não demorou para o carro "avisar" que daria problema. "Um dia ele não quis sair de casa. O motor falhou e não valia a pena recuperar. Eu dizia que era um Fusca turbo... turbulento", fala. Ele vendeu o Fusquinha para um ferro-velho. Mas se sente enganado até hoje: "O cara disse que ia consertar e ficar com ele. Mas no dia seguinte, já tinha dado um fim nele", lamenta.